Se você tem um negócio e lida com diferentes tipos de clientes, certamente já deve ter sofrido uma das maiores dores do empresário brasileiro, a inadimplência. Infelizmente, essa prática ainda é muito comum no atual cenário brasileiro, prejudicando diariamente inúmeros indivíduos. Nessa perspectiva, o não pagamento pelo serviço prestado, além de prejudicar o fluxo de caixa de uma empresa, se torna uma bela dor de cabeça para o empreendedor,o qual deve fazer cobranças sistemáticas ao seu cliente, situação muitas vezes constrangedora e desgastante, que prejudica a relação da empresa com o cliente. 

Guia Jurídico para micro e pequenas empresas

Vale ressaltar, ainda, a importância de zelar por uma boa relação entre ambos, já que é comum que muitos clientes novos cheguem  por meio de indicações de clientes antigos, além de proteger a reputação da sua empresa como uma que se preocupa com o bem estar do seu cliente. 

Infelizmente, também é muito comum que diversos empresários não consigam recuperar seu dinheiro, desistindo no meio do processo de cobrança ou mesmo não sabendo como agir diante de um cliente inadimplente. Desse modo, muitas vezes acreditando que a cobrança sem envolver o poder judiciário não pode passar de telefonemas e mensagens, e de antemão já lhe afirmamos que esse pensamento é completamente equivocado. É a partir desse fator que vemos como o auxílio de uma assessoria jurídica pode ser benéfico para o seu negócio.

Então, o que fazer?

De fato, a cobrança feita extrajudicialmente é a melhor solução para esse tipo de problema, uma vez que, na maioria dos casos, entrar com um processo judicial seria muito mais caro e demorado, não valendo o custo-benefício. Além disso, a possibilidade de sucesso diante do processo de cobrança extrajudicial é bastante significativa, já que o processo pode ser bem incisivo, trazer sanções para o cliente caso ele não cumpra e abrir a possibilidade de negociação, com o fito de agradar e se adequar à realidade de ambas as partes, favorecendo, inclusive, para que uma boa relação empresa-cliente seja mantida.

Como funciona a cobrança extrajudicial?

Por certo, diversos são os motivos que podem gerar a inadimplência de um cliente, como a insatisfação com um projeto, a falta de dinheiro ou mesmo a má-fé que é citada no Art. 80 do código de processo civil, mas em todos os casos, uma solução deve ser encontrada.

Primeiro passo: a negociação 

Diante de tudo que já abordamos, é interessante que a primeira abordagem ao devedor seja feita de forma amigável, mas bem objetiva, a fim de tentar solucionar com rapidez o problema e manter uma relação saudável com o cliente, oferecendo, inclusive, oportunidades de quitação do débito por parcelamento ou pagamento integral. Na maioria dos casos, essa fase é a mais simples e a que gera mais resultados positivos. Caso o devedor aceite o acordo, é interessante que se assine um documento em que ele admita a dívida, o que garante uma maior segurança durante o processo.

Segundo passo: a notificação extrajudicial

Para além, caso o devedor não aceite pagar sua dívida mesmo com a negociação ou ignore todas as tentativas de contato, um outro instrumento pode ser utilizado: a NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL. Essa notificação é um documento que conta toda a história da dívida, passando uma maior pressão para o cliente inadimplente, uma vez que foge da zona de conforto de mensagens e ligações de cobrança. Geralmente, o prazo que consta na notificação extrajudicial para o pagamento da dívida é de 15 dias após o recebimento da notificação. Ademais, vale mencionar que o auxílio de alguém especializado nessa área é de extrema importância, para que o processo aconteça perfeitamente.

Terceiro passo: protesto de título

Ainda assim, caso os processos anteriores não logrem êxito, uma última (e mais severa)  medida pode ser tomada: o PROTESTO DE TÍTULO. Esse processo, se feito de maneira correta, faz que os dados do DEVEDOR sejam negativados nos órgãos de restrição de crédito (SPC/SERASA). Consequentemente, quando ele precisar de um empréstimo ou cartão de crédito, a instituição financeira pode negar seu pedido, uma vez que seu CPF fica irregular até ele quitar o que deve. Desse modo, o cliente fica ainda mais pressionado a pagar, uma vez que precisa fazê-lo para “limpar seu nome” e poder usufruir de serviços de crédito novamente.

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