Registro por Classe: Proteção Específica para o Seu Ramo de Negócio

O registro de marca é um dos principais instrumentos de proteção jurídica de um negócio e um passo estratégico para empresas que buscam segurança e posicionamento no mercado. Ainda assim, muitos empresários desconhecem um aspecto central deste processo: a marca não é protegida de forma genérica, mas sim de acordo com a classe de produtos ou serviços em que é registrada.

No Brasil, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) adota o sistema internacional conhecido como Classificação de Nice, que organiza as atividades econômicas em classes específicas. Compreender esse sistema e registrar a marca corretamente é fundamental para garantir exclusividade, evitar conflitos e proteger o negócio de forma estratégica

O que é a Classificação de Nice?

A Classificação de Nice é o padrão internacional adotado por diversos países e utilizado pelo INPI como instrumento técnico de organização e análise dos pedidos de registro de marcas. Cada classe descreve, de forma detalhada, os tipos de produtos ou serviços que podem ser protegidos.

Esse sistema confere maior uniformidade e segurança jurídica ao processo, permitindo que o INPI avalie não apenas a existência de marcas semelhantes, mas também o contexto mercadológico e o segmento de atuação de cada empresa. Dessa forma, a proteção concedida tende a ser proporcional, adequada e compatível com o uso real da marca.

Entendendo o registro por classe:

Ao solicitar o registro de uma marca, o titular deve indicar com precisão quais produtos ou serviços serão identificados por aquele sinal distintivo. Essa escolha segue critérios técnicos definidos pela Classificação de Nice, que divide as atividades econômicas em 45 classes, sendo 34 destinadas a produtos e 11 a serviços.

Cada classe reúne atividades semelhantes, e é a partir desse enquadramento que o direito de exclusividade é concedido. Na prática, isso significa que a proteção conferida pelo INPI alcança apenas os produtos ou serviços indicados no pedido, delimitando o campo de atuação da marca no mercado. Dessa forma, esse modelo permite que marcas iguais ou semelhantes coexistam legalmente, desde que atuem em segmentos distintos e não gerem risco de confusão para o consumidor, preservando o equilíbrio entre proteção jurídica e livre concorrência.

Por que a definição da classe impacta diretamente a proteção da sua marca?

A escolha da classe no momento do registro determina os limites reais da proteção concedida à marca. É a partir desse enquadramento que o INPI avalia conflitos, analisa pedidos semelhantes e define o alcance do direito de exclusividade do titular no mercado.

Uma classificação inadequada pode comprometer a eficácia do registro, dificultando a defesa da marca em situações de uso indevido ou concorrência desleal. Além disso, o correto enquadramento permite que a análise considere o contexto específico da atividade exercida, garantindo que a proteção seja compatível com a atuação da empresa e com a dinâmica do seu setor. Por isso, a definição da classe deve ser tratada como uma decisão estratégica, que exige análise técnica, visão de mercado e alinhamento com a realidade e os objetivos do negócio.

Conclusão

A proteção da marca exige planejamento e decisões estratégicas que impactam diretamente a segurança e o valor do negócio. A correta definição da classe é essencial para delimitar o alcance da proteção e garantir alinhamento jurídico com a atividade exercida. Um registro bem estruturado reduz riscos, fortalece a marca no mercado e oferece maior previsibilidade jurídica. Para isso, o acompanhamento especializado é fundamental. A EJUDI está preparada para auxiliar em todas as etapas.

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